Hoje recebi aqui na residência artística HS13rc a visita do curador Marco Antonio Teobaldo, que além de conhecer o meu estúdio, acompanhei numa visita guiada por algumas das fachadas azulejares que já receberam a intervenção urbana "Aposto".
Tive o prazer de trabalhar em outras ocasiões com o Marco Antonio Teobaldo, e se há algum responsável pelo empurrãozinho em meu trabalho na direção de um flerte com a arte urbano foi ele.
Ano passado, meu trabalho "Parada Monarca", criado especialmente para uma exposição organizada por ele (exposição Papel de Seda), depois tomou de assalto as ruas de Lisboa, na intervenção urbana "Migração Monarca", durante as tradicionais "Festas dos Santos Populares de Lisboa", em junho.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Aposto n° 6
Aposto n° 6
rua Maria- Anjos - Lisboa - Portugal
impressão laser s/ papel, cola de amido
Apposition # 6
Maria st - Anjos - Lisbon - Portugal
laser printing on paper, starch glue
Residência Artística HS13rc no site ArteInformado, Espanha
Residência e Ocupação Artística HS13rc agora também noticiado no site ArteInformado, Espanha
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Aposto n° 5
Aposto n° 5
rua Heliodoro Salgado - Anjos - Lisboa - Portugalimpressão laser s/ papel, cola de amido
Apposition # 5
Heliodoro Salgado st - Anjos - Lisbon - Portugal laser printing on paper, starch glue
Aposto n° 4
Aposto n° 4 | 2015
Intervenção urbana - rua Forno do Tijolo - Anjos - Lisboa - Portugal
impressão laser s/ papel, cola de amido
Apposition # 4 | 2015
Urban intervention - Forno do Tijolo st - Graça - Lisbon - Portugal
laser printing on paper, starch glue
saiba mais aqui: http://hs13rclisboa.blogspot.pt/p/serie-aposto-2015-intervencao-urbana.html
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Aposto - novo lote
novo lote pronto! em breve mais fachadas azulejares receberão o "Aposto", agora com um desenho menos cheio.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Aposto n° 3
Aposto n° 3 | 2015
Intervenção urbana - rua Maria da Fonte - Anjos - Lisboa - Portugal
impressão laser s/ papel, cola de amido
Apposition # 3 | 2015
Urban intervention - Maria da Fonte st - Anjos - Lisbon - Portugal
laser printing on paper, starch glue
saiba mais aqui: http://hs13rclisboa.blogspot.pt/p/serie-aposto-2015-intervencao-urbana.html
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
texto: Relexão sobre residências artísticas
O artista plástico é geralmente um solitário, introspectivo, no que diz respeito à sua criação. E essa introspecção é fácil de compreender, uma vez que seu trabalho depende de uma investigação profunda de questões e valores pessoais. Mas ao mesmo tempo, um artista depende de constante estímulo para produzir sua obra.
E como qualquer outra pessoa, o criador também constantemente se vê afundado em meio a rotinas e repetições da vida mais prática, o que pode ser um veneno para a criação. Então, como equilibrar a necessidade de reserva e silêncio, fugir da monotonia massacrante do dia a dia, e buscar novos estímulos para seu trabalho?
Naturalmente cada artista tem a sua fórmula para este problema. Como artista plástico acho que uma das maneiras mais ricas de conciliar espaço e tranquilidade para a criação, quebra da rotina e estímulo constante são as residências artísticas. Uma residência artística pode transformar e reorientar seu trabalho.
Naturalmente cada artista tem a sua fórmula para este problema. Como artista plástico acho que uma das maneiras mais ricas de conciliar espaço e tranquilidade para a criação, quebra da rotina e estímulo constante são as residências artísticas. Uma residência artística pode transformar e reorientar seu trabalho.
Estar em outro local, outra realidade, onde tudo é novidade, tudo é informação fresquinha, a cada esquina, a cada minuto, pois nada daquilo faz parte do seu território ou da sua zona de conforto, te tira do óbvio, te leva a refletir muito além do habitual. Experimenta-se por algum tempo uma outra vida. Você precisa se adaptar, criar novas interfaces.
Você apreende em pouco tempo muito mais do que apreenderia na sua rotina já bem conhecida de casa. Há um compromisso em pensar um novo trabalho em resposta a este novo local. É preciso criar novas saídas, novas formas, novos meios, descobrir e aprender novas técnicas. É um momento fundamental de retirada e de isolamento, o que propicia o contato com questões profundas do seu trabalho, que resultam em novos caminhos de produção.
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